Agora é oficial: sou o mais novo professor do núcleo digital da Famecos. Sim! Muito afudê e desafiador ao mesmo tempo. To muito lisonjeado com o convite da PUC-RS. E tenho que dar os parabéns ao pessoal da Famecos, em especial ao Ilton e a Magda, que perceberam a necessidade de se colocar alguém de mercado para dar uma luz aos esfomeados alunos de comunicação. Que bom que fui eu o escolhido ; )
Putz, há 10 anos atrás, quando era eu que estava no lado de lá de sala, não tive um professor pra ensinar uma vírgula sobre o digital. Fuçei, errei, caguei, aprendi, construi totalmente por conta. Cheguei até a negociar conceito po trabalhos internéticos (abraço, Newton!). All by myself (beijo, Bridget). Sem uma única alma viva para me indicar os caminhos. Pra não ser totalmente injusto, a Marilia Lecavov esboçava alguma intenção online, inclusive com o apoio da Lenara Verle; e o Alex Primo não chegou a me dar aula. Mesmo assim, durante os 4 anos de Fabico o que eu tive de digital foi um mero sopro de asmático.
To com um milhão de expectativas sobre conteúdos, ideologias e experiências dessa vivência digital que pretendo passar aos alunos de Mídia II e Projeto Experimental em Comunicação Digital (manhã) na PP da Famecos. A todo minuto sugem temas, cases e informações que eu TENHO que colocar no programa. É uma ansiedade foda e um medo de não lembrar no dia seguinte do que eu tava pensando na cama antes de dormir.
Mas, na boa, se de todo esse meu captain-oh-my-captain-wannabe eu conseguir chegar ao final do semestre sendo o cara que fez os alunos se lembrarem que existe internet e celular na hora de pensarem suas campanhas de comunicação, já vou estar bem satisfeito.
Meus hábitos de sono estão longe de serem saudáveis. Dificilmente durmo antes das 2 da manhã. E como trabalhar é preciso, durante a semana minhas noites de sono têm entre 5 e 6 horas de duração. Chega o fim de semana e o que eu mais quero é ficar na cama até o c* fazer bico. Como saio da cama sempre depois do meio dia, o que acontece nas manhãs de sábado para mim é um mistério.
A Gilez foi convidada pra participar do programa Supersábado que é apresentado pelos gente finíssimas Wianey Carlet e Gabrielli Chanas na Rádio Gaúcha. Não foi um convite qualquer, iríamos animar o programa de comemoração do segundo aniversário deles! Os poréns: o programa começava as 8h30 da manhã de sábado e o estúdio não comportaria nossos instrumentos clássicos.
Para o primeiro dos problemas não havia solução a não ser contar com um bom despertador. Para o segundo, criamos um novo formato de banda. De clássico, mantivemos o violão e a guitarra. De invenção, utilizamos o baixo de papelão importado dos EUA pelo Rodrigo. E eu, pra não ficar pra trás, ataquei com um kit que tinha caixa e vassourinhas nas mãos, um pandeiro meia lua sendo tocado pelo pé esquerdo e uma maraca cubano amarrada nos cadarços do pé direito. Dois ensaios depois, já estávamos tinindo!!!
O grande dia chegou (último sábado). Depois de aterrissar no estúdio às 8h com os cabelos desgrenhados, olhos remelentos e bocejos incessantes, peguei no tranco graças aos salgadinhos e doces oferecidos pela produção. Às 8h30 já tava em velocidade de cruzeiro fazendo barulho com as vassourinhas e a maraca amarrada no pé. Foi uma belíssima maneira de descobrir que existe vida nas manhãs de sábado! Abaixo, uma mostrinha do que rolou por lá.
Gostei muito do método do Chris Anderson de escrever livros. Primeiro ele tem uma idéia. Daí, começa a criar posts sobre o assunto. Vai publicando no blog. Começa a colocar as idéias em ordem a medida que vai postando. Percebe se ela faz sentido ou não. Sente a aceitação da crítica (ou dos visitantes, pelo menos). Quando percebe que, sim, a idéia é boa, reúne o archive do seu blog, distribui em páginas e manda pra gráfica.
Assim, despretensiosamente, me parece bem mais tranquilo de se cumprir uma das 3 missões do homem na Terra.
Prometo que lançarei a idéia aqui em breve. Sim, ela já existe.
Deu numa das rodadas de Master que fazíamos:
- Qual é o termo para o ritual suicida que os japoneses praticavam em nome de sua honra?
E então, o Solonzinho, lasca:
- Seppuku
E a resposta da carta:
- Harakiri
Inicia-se uma discussão. O jogador Solonzinho bate o pé. Insiste que as duas palavras significam a mesma coisa. Os jogadores confabulam. Uma ligação. Solonzinho se irrita e larga o jogo. Duas ligações. Após informações vindas da colônia japonesa, chega-se a conclusão de que a diferença entre os termos é mínima e que o ponto será dado.
Depois de 2 meses sem colocar um único post, o seppuku/harakiri deveria ser o caminho natural desse blog. Enquanto tento solucionar esse e esse joguinhos, pensarei se imito os samurais japoneses ou não.